Mostrando postagens com marcador Administração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Administração. Mostrar todas as postagens

Como surgiu o Símbolo do Administrador

Fonte: CFA.


O Conselho Federal de Administração promoveu em 1979 um concurso nacional para a escolha de um símbolo que o representasse. Para tanto, foram convidados personalidades relacionadas às artes gráficas, como o industrial José E. Mindlin, o especialista em heráldica Adm. Rui Vieira da Cunha, o grafista Adm. Zélio Alves Pinto, o arquiteto Alexandre Wollner, além dos Presidentes dos Conselhos Regionais de Administração do Rio de Janeiro e de São Paulo, Adm. Antônio José de Pinho e Adm. Roberto Carvalho Cardoso, e do Conselheiro Federal Arlindo BragaSenna, para compor um corpo de jurados que deveriam julgar e escolher o Símbolo da Profissão do Administrador.



Guia de carreiras: administração de empresas

Globalização e evolução de negócios inverteram valores na área.
Pessoas passaram a ser prioridade para um bom resultado do negócio.
Caroline Hasselmann Do G1, em São Paulo
Gerir a própria empresa ou a do empregador. Torná-la lucrativa e crescente. Ter planejamento e estratégia do negócio. Para ser um administrador de empresas é preciso, sim, entender sobre a área, o que o mercado quer e busca. Só que mais do que administrar uma empresa apenas com técnicas, um administrador tem que saber que, nos tempos de hoje, é preciso saber administrar pessoas... Fonte: G1 Clique aqui para continuar lendo.

Tecnologia da informação

Informação, tecnologia da informação e administração: a visão do gerente do século XXI

Autor: Gustavo Rocha

Antigamente, armazenar as informações de clientes, processos, fornecedores, colaboradores era uma tarefa realizada com um propósito: colocar a informação de maneira que pudesse ser localizada.

Com o avanço da informática, os advogados perceberam a necessidade de estar atualizados eletronicamente com vistas a ter um serviço de melhor qualidade e, sobretudo, de economia com lucratividade.

Estas mudanças vieram com projetos organizacionais de controle de processos, gerenciamento de documentos através do GED – Gestão Eletrônica de Documentos, bem como das informações obtidas pelos clientes, fornecedores e colaboradores de forma organizada e padronizada.

Hoje temos mais do que simples informação, posto que a mesma deva ser cada vez mais qualificada, e principalmente, acessada de forma rápida, eficaz e inteligente.

Adquirir um programa de controle de processos tem um custo relativamente baixo e existem alguns gratuitos disponíveis na internet de qualidade satisfatória. Lançar informações, cadastrando os clientes, fornecedores, processos e andamento destes processos, normalmente não requer muita habilidade. Então, onde está o "x" da questão? Em como esta informação é apresentada ao solicitante.

Se quisermos buscar as informações de forma a elas agregarem valor ao nosso trabalho, precisamos entender o sistema, dominá-lo e principalmente pensarmos no que queremos extrair destas informações.

Um escritório precisa saber informações cruciais para o seu desenvolvimento:

* Clientes lhe deram lucratividade num período de tempo;

* Tipos de ação ou de área do escritório mais rentável;

* Perfil do cliente que garante a manutenção do escritório;

* Como este tipo de cliente chegou até o escritório;

* Como fornecemos informação qualificada a este cliente;

* Principais custos que o escritório possui;

* Relação lucratividade versus gastos e crescimento;

Estas e outras perguntas são essenciais para que o escritório crie o seu próprio know how interno, fazendo assim uma análise e posterior crítica e planejamento de mercado, obtendo maior lucratividade.

Outra solução é a aplicação da GED – Gestão Eletrônica de Documentos.

Quanto espaço seria necessário para arquivo físico de cópias de 5000 processos? Apenas um HD de computador pode armazenar todas as informações e disponibilizá-las eletronicamente, sem gastos com impressão, somente se necessário, reduzindo custos com investimentos simples e objetivos.

Desta feita, com a utilização de computadores portáteis, os advogados podem ir às audiências acessando seus processos através de programas que assim o fazem via internet, tendo em suas mãos – a qualquer momento – toda informação do processo, inclusive os documentos que estariam na pasta física. Isto tudo sem nenhuma destas informações estarem nos computadores dos advogados. Elas estão dentro do escritório, num servidor com todas as proteções e somente são acessadas remotamente pelos mesmos, garantindo assim a total segurança de dados, pois a permissão dada pode se restringir apenas a visualização das informações.

Esta é a realidade de alguns escritórios que estão percebendo que o investimento em tecnologia da informação reduz custos, amplia benefícios e faz com o que o advogado possa buscar seu verdadeiro trabalho: administrar a justiça e lutar pelo direito.

Administrar a informação aliada com a tecnologia, beneficiando todo escritório com projetos de economia e maior lucratividade é a visão do gerente do século XXI.

A tecnologia veio para facilitar, inovar e, sobretudo, trazer gerenciamento das informações de maneira inteligente, e o melhor de tudo: racionalizando tempo, investimentos e trazendo maior rentabilidade.

Gerir corretamente a informação que é recebida, armazená-la e disponibilizá-la de maneira eficaz, eficiente e inteligente é fundamental para o desenvolvimento de qualquer escritório de advocacia.

A solução existe, está amplamente disponível, basta que saibamos como acessá-la. Seu escritório está preparado para gerir a informação no século XXI?

Pense nisto.

_______________________________________

Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr

www.gestao.adv.br | gustavo@gestao.adv.br

/negocios-admin-artigos/informacao-tecnologia-da-informacao-e-administracao-a-visao-do-gerente-do-seculo-xxi-4851534.html

Perfil do Autor

Consultor nas áreas de gestao, tecnologia e qualidade.

© 2012 http://ilhacompridamais.blogspot.com/

OS IMPACTOS DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA CIDADANIA

h1>O CIDADÃO E O GOVERNO ELETRÔNICO: OS IMPACTOS DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA CIDADANIA Autor: Cleia Moura

O Cidadão e o Governo Eletrônico: os impactos da Tecnologia da Informação e Comunicação na cidadania

por

CLÉIA PEDRINA DA SILVA MOURA

1. REFERENCIAL TEÓRICO

1.1 GOVERNO ELETRÔNICO

A relação cidadão-governo é intensa e longa, pois; dura do nascimento à morte de individuo. Durante toda a vida nos relacionamos com outra entidade da qual fazemos parte e que estabelece e garante os nossos direitos e deveres enquanto seres humanos que convivem em sociedade. Essa entidade é o Governo e as suas instâncias.

O Governo vem se organizando e se aprimorando desde a sua existência, pois é um órgão vivo que muda conforme a sociedade evolui.

Neste contexto da evolução humana, as ciências tecnológicas têm cooperado muito melhorar a administração das informações nas organizações, tanto públicas quanto privadas.

O novo modelo de gestão pública não sobrevive mais sem uso das tecnologias da informação, já que a sociedade também se transformou. Fala-se hoje em cidadania digital, em cidade digital, entre outros termos que fazem referência ao novo modo de vida digital.

No seminário internacional de debate do Governo Eletrônico voltado ao cidadão, especialista da universidade politécnica de Madrid, Ignácio Valle Muñoz, destacou a importância do alinhamento dos diferentes serviços públicos - dos Governos Federal, Estaduais e Municipais - para uma gestão voltada ao usuário.

...promover o Governo Eletrônico não é apenas disponibilizar serviços on-line, mas significa também mudar a forma de governar.

...o Governo Eletrônico traz benefícios tanto para cidadãos e empresas quanto para a administração pública (MUÑOZ, 2007).

1.1.1 O que é e o que faz

O Governo Eletrônico dispõe de serviços e informações ao cidadão disponíveis no portal http://www.e.gov.br/, além de regras e normas, que faz com que a cidadania se torne cada vez mais digital. Vale ressaltar que:

O Governo Eletrônico pode ser entendido como uma das principais formas de modernização do Estado e está fortemente apoiado numa nova visão do uso das novas tecnologias para a prestação de serviços públicos, mudando a maneira com que o governo interage com o cidadão, empresas e outros governos. Governo Eletrônico não se restringe a simples automação dos processos e disponibilização de serviços públicos através de serviços on-line na Internet (ABRAMSON e MEANS, 2001), mas sim na transformação da maneira com que o governo, através do uso da TIC, atinge os seus objetivos para cumprimento do papel do Estado. Os governos têm sofrido pressões externas para acelerar a implementação de programas de Governo Eletrônico para atender as demandas de um novo ambiente (ABRAMSON e MEANS, 2001), (HOLMES, 2002):

a) Serviços públicos com qualidade, rapidez e responsividade, dentro do novo ambiente de negócios na era digital;

b) Redução da força de trabalho do setor público com aumento da eficiência e consolidação de processos;

c) Substituição de processos baseados em papel por processos eletrônicos;

d) Serviços e informações on-line baseados em transações em tempo real;

e) Facilidade e universalidade ao acesso on-line dos serviços público ;

f) Capacitação e melhoria do nível dos servidores públicos;

g) Estabelecimento de parcerias do setor público com o setor privado;

h) Liderança pelo exemplo do uso do Governo Eletrônico através da remoção de barreiras regulatórias e institucionais.

Estes exemplos citados acima servem ao cidadão de modo que ele possa se beneficiar com a agilidade, eficiência e eficácia tão almejada nos serviços públicos. O nível de serviço aumentará, aumentando seu rendimento e rapidez nas respostas ao usuário final, que pode ser um servidor público ou mesmo um cidadão que utiliza os meios on-line para solicitar um alvará de licenciamento, como já acontece na prefeitura de São Paulo. Além de fomentar e dar o suporte necessário ao binômio: Inclusão Digital e Sociedade da Informação e do Conhecimento.

[...] formam-se núcleos de disseminação do conceito do uso da informação pela sociedade, surgindo o embrião da sociedade da informação e do conhecimento, sistema sócio-político e econômico em que o conhecimento e a informação constituem fontes fundamentais de bem-estar e progresso. Para que este movimento se consolide é imprescindível que a sociedade possa obter o conhecimento necessário para fazer uso, com um mínimo de proficiência, dos recursos de TIC. Temos assim a visão da inclusão digital, que tem o objetivo de disseminar o uso instrumental dos recursos de TIC em toda a sociedade, permitindo o aprendizado contínuo e autônomo. Os desenvolvimentos sociais, econômicos e culturais na sociedade da informação passam pelo domínio da TIC (CHAHIN et al., 2004).

Neste sentido de transformação da cidadania em cidadania digital existem programas de inclusão digital, como por exemplo, as iniciativas de inclusão digital do Município de São Paulo buscam estar alinhada aos princípios estabelecidos pela Política de Governo Eletrônico.

A Administração Pública Municipal - APM deverá atuar em duas frentes: uma, por meio de iniciativas de ampliação do acesso aos recursos tecnológicos, tarefa realizada pelos Telecentros, coordenados pela Secretaria Especial para Participação e Parceria; e outra, a facilitação do acesso dos cidadãos aos serviços e informações oferecidos pelo Município. Isto significa que o governo deverá fazer uso da tecnologia para que seus serviços cheguem de modo adequado e abrangente à sociedade, ainda que com a intermediação dos servidores públicos. O Programa Governo Eletrônico deve ser o grande mobilizador das ações que visem a ampliação dos serviços e informações disponíveis ao cidadão, bem como melhorar a usabilidade dos sistemas utilizados diretamente pela população (através dos diversos canais de acesso), e assegurar condições plenas de acessibilidade, inclusive para portadores de necessidades especiais. (Pref. São Paulo - Política e Gov e TIC versão 13.2006).

1.1.2 Governo Eletrônico e a Segurança dos Dados e Processos

Depois de toda essa corrida à inclusão digital, ao acesso e fornecimento de informações em tempo real, de normas, regras e contextos gerais nos diferentes setores dos serviços públicos, vem à indagação: E a segurança destes processos? E a normalização jurídica das leis dentro deste novo cenário? E a confiabilidade destes dados?

Neste contexto, as transações eletrônicas do cidadão com o Governo estão se tornando cada vez mais seguras e confiáveis, principalmente com a utilização do uso de Certificação Digital. O assunto Certificação Digital será abordado no Capitulo 3.

1.1.3 Limitação do Governo Eletrônico

Apesar de todos os esforços e a tendência sem volta da unificação dos dados em registros únicos, ou cubos de informações, que são os datawarehouses², do workflow³ e o redesenho das atividades, na qual redefine os processos, em geral, é possível constatar que nos diferentes níveis de governos pesquisados, existem limitações, como por exemplo:

a) Ausência de alinhamento estratégico das ações de tecnologia de informação e comunicação aos programas de governo;

b) Ausência de um processo de governança de TIC e de uma estrutura formal do governo que articule, junto as diferentes Agências Governamentais, ações com o objetivo de alinhar o governo na busca da maximização e racionalização dos recursos de tecnologia, compartilhamento da infra-estrutura existente e convergência para um modelo único de gestão de seus recursos tecnológicos;

c) Ausência de um modelo estruturado que defina os serviços que serão oferecidos ao cidadão, os canais de acesso e a entrega de serviços que compõem o Governo Eletrônico, seus indicadores de desempenho, os componentes de tecnologia que darão sustentação e o modelo de prestação de serviço de informações.

1.1.4 Interoperabilidade

Um fator relevante neste estudo, independe do Governo Eletrônico, que é muito importante para os meios de informação é a interoperabilidade.

Interoperabilidade é a capacidade de um sistema (informatizado ou não) de se comunicar de forma transparente (ou o mais próximo disso) com outro sistema (semelhante ou não). Para um sistema ser considerado interoperável, é muito importante que ele trabalhe com padrões abertos. Seja um sistema de portal, seja um sistema educacional ou ainda um sistema de comércio eletrônico, ou e-commerce, hoje em dia se caminha cada vez mais para a criação de padrões para sistemas.(http://pt.wikipedia.org/wiki/Interoperabilidade, acesso em 06/11/2008).

O Governo Eletrônico no Brasil, também faz uso da interoperabilidade, assim como os governos norte-americanos, britânicos, canadenses, australiano e neozelandês. Neste campo da administração pública, dos poderes do Estado, o relacionamento com a sociedade, o governo, a sociedade civil, e todo e qualquer indivíduo ou organização que utiliza a troca de dados e informação é necessário uma padronização dos sistemas a fim de se comunicarem e interagirem de forma que os dados fluam de maneira a satisfazer as necessidades fins de um determinado usuário destes sistemas de informação.

A interatividade entre o Governo e o cidadão é muito importante, a agenda de serviços interoperáveis de Governo Eletrônico foi um importante avanço latino-americano. Um conjunto de serviços inoperáveis foi definido na Comunidade Européia. São elas:

  • Imposto de renda: declaração e notificação;
  • Busca de emprego;
  • Contribuições à seguridade social;
  • Documentos pessoais (passaporte e licença de motorista);
  • Registro de automóvel;
  • Registros de roubos ou assaltos;
  • Licença para construção de imóvel;
  • Livrarias públicas (catálogos e ferramentas de busca);
  • Certidões;
  • Matrícula no ensino médio e superior;
  • Comunicação de mudança;
  • Serviços de saúde.

E os serviços direcionados aos negócios:

  • Contribuição social do empregador;
  • Impostos corporativos;
  • Imposto sobre valor agregado;
  • Registro de criação de empresa;
  • Encaminhamento de dados estatísticos;
  • Declaração de aduana;
  • Licenças ambientais;
  • Compras Governamentais.

Para que esses pontos sejam de fato atingidos da melhor maneira. Precisa-se de cooperação. É necessária uma preocupação maior com uma grande parte da população que ainda está dentro do ciclo da exclusão digital. Uma política pública deve ser direcionada para dar atenção a esse ciclo que está em desigualdade com a outra camada da população que tem acesso a esses meios. Para que esse processo funcione de forma segura e sustentável de maneira a beneficiar a todos as pessoas tem que se mobilizar esforços dos Governos e dos Cidadãos, e ser bem gerenciado para que os benefícios sejam ampliados.

1.1.5. CERTIFICAÇÃO DIGITAL

A Certificação Digital é uma aliada nos meios eletrônicos para garantir a segurança da informação. Ela garante qualidade e segurança nas transações on-line através da Internet. Com isso, por exemplo; o comércio eletrônico tem crescido e criado confiança em seus clientes, que conseguem um serviço ágil, mais barato e prático.

Os especialistas, acadêmicos e executivos esperam um grande crescimento no comércio eletrônico nos próximos anos. Na prática, a Internet criou uma revolução nos meios de comunicação global e está alterando profundamente as possibilidades de transacionar comercialmente em todo o mundo.

Porém neste trabalho, será relevante a verificação de indicadores do uso de Certificação Digital nos serviços on-line do Governo Eletrônico, através de uma metodologia de pesquisa baseada em um estudo de caso. Assim como uma breve explanação sobre o conceito de Certificação Digital e o novo Registro de Identificação Civil – RIC, que facilitará a difusão do uso dos serviços on-line do Governo Eletrônico.

1.1.6 RIC - Registro de Identificação Civil

Logo teremos um cartão com um número único, sem problemas de duplicidade, como ocorre com nosso nome de nascimento, o que para muitos cidadãos trás diversos desconfortos. O novo RG RIC – Registro de Identidade Civil, trará o número de vários outros documentos, como RG, CPF, Título de eleitor, entre outros, além de um chip que armazenará informações como tipo sanguíneo, altura, peso, cor da pele, informações trabalhistas, previdenciárias e criminais e a transformação de cerca de 40 documentos em um único, chamado Cartão RIC. O prazo é de que em 9 anos a toda população brasileira esteja com o novo registro.

O RIC foi criado pela Lei 9.454, de 1997. Antes mesmo da efetiva regulamentação da Lei, o INI (Instituto Nacional de Identificação, órgão do Departamento de Polícia Federal) idealizou o projeto de um número único de identificação a se sobrepor a diversos outros números identificativos já existentes, centralizando-os em um único documento.

A tecnologia dificultará a falsificação, com dispositivo anti-escaneamento, imagens ocultas, impressão digital e várias outras tecnologias.

A expectativa de elucidação de crimes com mais agilidade fazem parte da gama de soluções que o novo cartão poderá beneficiar os cidadãos.

Também há um certo temor em relação ao progressivo aumento das possibilidades de controle e monitoramento de cidadãos, que segundo Doneda (2009):

...Um dos motivos principais para que as necessárias previsões relativas aos riscos deste sistema não são levadas na devida conta em sua implementação é a ausência de uma normativa específica e forte sobre proteção de dados pessoais no Brasil.

...No Brasil, ao contrário de outros países, não se conta com uma norma geral de proteção de dados que regule determinados tratamentos de dados pessoais que possam implicar desvantagens concretas para os titulares de tais dados.

...O recurso a instrumentos tecnológicos que permitem o processamento massivo de dados pessoais possibilita que se passe de uma vigilância centrada no indivíduo para uma vigilância contra grandes grupos de pessoas. O processamento de dados pessoais, através de técnicas que permitam o estabelecimento de perfis de comportamento, de cruzamento de dados, de data mining e outras tornam possível este controle não mais centralizado, porém difuso, no qual a atividade de vigilância chega a se confundir com outras atividades habituais que impliquem no tratamento de informações pessoais de grande número de pessoas, possibilitando a introdução de elementos ligados ao monitoramento e controle em diversas ações cotidianas.

2. METODOLOGIA

Neste capítulo, apresenta-se a metodologia utilizada para o desenvolvimento do presente estudo. De acordo com Gil (2000), para que se possa desenvolver uma pesquisa é necessária que haja uma metodologia que sirva como um caminho a ser percorrido, de forma a não se perder por trilhos que não levam ao destino. Engel (1982, p. 15) apregoa que "para avaliar o grau de objetividade de uma pesquisa exige-se do pesquisador que indique métodos adotados a consecução de seus resultados (...)".

Com base em Yin (2001, p. 32), este trabalho pode ser considerado um estudo de caso, diante de sua conceituação de que "um estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de um contexto de vida real". O estudo de caso representa uma maneira de se investigar um tópico prático, através de procedimentos específicos.

Dessa maneira, vê-se que o método de estudo de caso baseia-se na solicitação de informações a um grupo de pessoas pertencentes a um grupo de empresas relacionadas ao problema estudado, para, após análise, obter-se conclusões correspondentes aos dados coletados. O trabalho é de caráter descritivo e investigativo, na medida em que avalia a opinião dos entrevistados.

Trata-se de uma pesquisa que visa investigar os impactos na cidadania que utiliza os serviços on-line oferecidos pelo Governo Eletrônico. Entre estes impactos estão a segurança das informações, a agilidade, a performance, efetividade de solução, o uso de Certificação Digital, a quantidade de serviços públicos informatizados em São Paulo/SP e a qualidade. Por fim, procura-se identificar qual o real beneficio para o cidadão.

TEMA

Este trabalho apresenta-se inicialmente com um tema e expectativas. Segue com a formulação de um levantamento bibliográfico, julgado adequado para se ter uma fundamentação teórica.

Foi realizada uma pesquisa descritiva, que, de acordo com Lakatos e Marconi (1999), delineia o que é estudado, abordando quatro aspectos: descrição, registro, análise e interpretação de fenômenos, objetivando a sua operacionalização no presente.

Após levantamento bibliográfico, para dar fundamentação teórica ao tema, foram feitos contatos com profissionais da área, para definir as dimensões do presente estudo.

O tema consiste em avaliar os impactos na cidadania que utiliza os serviços públicos on-line, assim como a utilização da Certificação Digital no Governo Eletrônico, com ênfase na segurança da informação e na qualidade dos níveis de serviços governamentais on-line prestados ao cidadão.

PROCEDIMENTOS DA PESQUISA

O trabalho baseia-se em uma pesquisa junto a 3 Gerentes de Tecnologia da Informação de uma instituição pública de processamento de dados de São Paulo e 66 cidadãos para avaliar a melhoria da vida do cidadão quando este precisa de informações e soluções junto à prefeitura de São Paulo, e a partir daí, propor um modelo de tratamento para estas ocorrências em busca da melhoria da qualidade.

Posteriormente à pesquisa bibliográfica, realizou-se pesquisa de campo, por meio de entrevistas aos Gerentes e cidadãos.

Os procedimentos de coleta de dados envolveram entrevistas via questionário.

DELINEAMENTO DA PESQUISA

A investigação foi realizada com Gerentes de TI e cidadãos, com base nos dados obtidos pela aplicação de questionário formulado antecipadamente.

A escolha das pessoas com esse perfil definido se deu tendo em vista que são pessoas diretamente ligadas ao processo de implantação de sistemas e cidadãos que têm condições de avaliar as ocorrências e os impactos na cidadania que utilizam o Governo eletrônico.

COLETA, RESULTADOS E ANÁLISE DOS DADOS

A coleta dos dados foi realizada por meio de entrevistas e da aplicação da questão formulada aos entrevistados, e como já citado anteriormente.

Antes de aplicar o questionário definitivo, foi utilizado um instrumento teste para alguns respondentes, para evitar possíveis dúvidas e erros de compreensão do questionário.

Foi garantido que não haveria identificação das empresas nem dos respondentes, para que não houvesse intimidação e/ou omissão de informações.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

O estudo de caso feito no município de São Paulo aborda o tema dos impactos na cidadania que usa os serviços públicos do Governo Eletrônico. Neste estudo de caso foi constado que há impactos positivos e negativos.

De acordo com a análise feita foram obtidos os seguintes resultados:

Com relação aos cidadãos, dentre os aspectos positivos estão à agilidade na prestação dos serviços públicos, maior abrangência na disseminação das informações possibilitando a sociedade ter maior acesso às informações e maior controle do seu uso. Um aspecto importante também é a fomentação do conhecimento através da inclusão digital nos programas governamentais que disponibilizam o acesso a essas tecnologias às camadas mais humildes. Além da preocupação com a inclusão da acessibilidade nestes programas.

A comodidade para os cidadãos poderem usar o Governo Eletrônico em qualquer lugar fortalece a relação governo-cidadão, além da percepção por parte do cidadão digital em observar maior transparência na gestão pública.

A desburocratização do serviço público e o apoio à sociedade na resolução de problemas agregam valor ao nível de serviço público. Também foi constado maior controle do uso das informações no ambiente público, e consequentemente maior segurança.

Dentre os aspectos negativos em relação ao cidadão estão à complexidade de entendimento do mapa do site do Governo Eletrônico o que dificulta encontrar as informações. O que leva os cidadãos a procurarem as praças de atendimento das subprefeituras e isso impacta de forma negativa na questão de que o governo eletrônico não está sendo acessível e suficientemente claro na prestação dos seus serviços e informação eletronicamente. E mesmo assim a demora no atendimento nas Praças de Atendimento muitas vezes por problemas operacionais deixa o cidadão insatisfeito e dessa forma geram desconfiança na utilização dos Sites e aplicativos de Governo Eletrônico.

Outro aspecto negativo é falta de conhecimento computacional pelas camadas mais pobres que geram receio na utilização do novo modelo de Gestão Pública baseada no uso de tecnologias.

O desconhecimento de Certificação Digital e do novo do novo Registro Civil por parte do cidadão, impacta diretamente na não utilização de Certificação Digital nos serviços eletrônicos prestados aos cidadãos.

Dentre os aspectos negativos em relação aos sistemas e gestão de TIC respondidas pelos gerentes está a falta de interoperabilidade. Os sistemas não se conversam. A falta de integração dos sistemas faz com que as buscas de informações se tornem morosas. Além da inexistência de um banco de dados único com os cadastros dos contribuintes.

Muitas integrações entre sistemas ainda estão por serem feitas, indisponibilizando muitos serviços on-line aos cidadãos principalmente devido à complexidade para sua integração por muitas vezes estarem em plataformas diferentes. Há sistemas obsoletos e arcaicos que tornam os processos morosos, e a falta de recursos humanos com conhecimentos de tecnologia da informação faz com que os sistemas antigos fiquem nas mãos de poucos conhecedores daquela tecnologia.

Outros aspectos importantes são as atividades políticas que influenciam negativamente na implantação de sistemas. Pois muitos sistemas começam e param de acordo com interesses políticos e isto impacta diretamente no investimento. Falta a reengenharias dos processos e uma reestruturação na gestão. Além de recursos humanos provenientes de cargos de confiança sem conhecimento de Tecnologias que impacta diretamente na qualidade dos serviços de TIC oferecidos ao cidadão.

Outro aspecto relevante é dificuldade na aceitação de mudanças nas políticas de e-gov por parte de funcionários públicos, que torna a sua implantação ainda mais morosa.

4. CONCLUSÃO

Os sistemas públicos tem progredido muito em relação à segurança da informação e a sua qualidade. Porém ainda falta muito comparado aos sistemas privados. É necessária uma reformulação nos processos e nos relacionamentos dos sistemas públicos. O cidadão digital pedirá e consolidará tal cenário.

O estudo de caso feito no município de São Paulo aborda o tema dos impactos na cidadania que usa os serviços públicos do Governo Eletrônico. Neste estudo de caso foi constado que há impactos positivos e negativos.

Os impactos positivos na sociedade são que ela pode se beneficiar do uso da tecnologia para se comunicar com o governo, e também utilizar os seus serviços de maneira mais ágil e sem a disfunção da burocracia que tornam seus serviços lentos, complicados e dispendiosos. Pois a tecnologia em tempo real minimiza essa disfunção, já que os processos são feitos automaticamente sem a necessidade de passar por diversos departamentos, protocolos e pessoas. Com isso, trás maior confiança ao cidadão que passa a considerar o nível de serviço público mais satisfatório.

Quando o nível de serviço se torna satisfatório a qualidade aumenta. Porém não basta somente informatizar um serviço, deve somar a isso toda uma reformulação das estratégias de gestão pública, porque senão somente será feita uma informatização do caos.

O Governo Eletrônico tem contribuído para essa melhoria da qualidade dos serviços públicos. Ele regulamenta e integra diversos serviços de diferentes órgãos, criando uma estrutura de serviços focada no cidadão. Além da automação dos processos e disponibilização de serviços públicos através de serviços on-line na Internet ele também transforma a maneira com que o governo, através do uso da TIC, atinge os seus objetivos para cumprimento do papel do Estado.

Os impactos negativos refletem as disfunções das atividades públicas agregadas aos seus processos, e que se transformaram em sistemas. Como há uma grande pressão para que os serviços do governo se tornem menos burocráticos com a utilização de TIC nos meios on-line, disponíveis a todos e fáceis de usar, apressa-se muito em tornar o serviço disponível eletronicamente. Porém não se deve esquecer antes de estudar estes processos de forma ampla, e reavaliar a necessidade de uma reengenharia dos processos públicos. O que demanda tempo e investimento, esquecendo os sistemas antigos e começando do zero.

Falta ainda muita integração de sistemas a serem feitas entre as diferentes instancias e órgãos do governo, tanto federal, estadual e municipal. Falta a interoperabilidade, ou seja; os sistemas não são interoperáveis ou inter-relacionados. Muitos deles funcionam como ilhas de informações, contendo informação demasiada e sem compartilhar estas informações. Há também muitos sistemas em plataformas obsoletas que ficam nas mãos de poucos conhecedores daquele tipo de linguagem ou software.

Outro fator determinante na informatização dos serviços públicos é a intervenção de interesses políticos que podem começar ou acabar com projetos de acordo com seus interesses. O que dificulta a padronização, a gestão da qualidade, a gestão de projetos, a gestão de processos , enfim toda a gestão estratégica do sistema público de informatização. Pois todas as equipes multidisciplinares devem caminhar com seus processos e projetos de maneira uniforme.

Para o cidadão os sites do Governo Eletrônico são complicados, com fontes pequenas e muito poluídos.

Há uma percepção de falta de garantias da segurança da informação por parte dos cidadãos que desconfiam de que suas informações poderiam se perder e serem vitimas de fraudes. Preferindo dessa forma utilizar as praças de atendimento, no caso do município de São Paulo. As praças de atendimento também são motivos de insatisfação para o cidadão quando há problemas operacionais e demora no atendimento.

Um componente importante nesse estudo é a averiguação do uso de Certificação Digital no Governo Eletrônico.

Porém, foi constatado o pouco uso de Certificação Digital nos serviços e-gov on-line; ou melhor quase nenhum e nenhuma obrigatoriedade em usar. Pois, poucas pessoas tem a Certificação Digital, que ainda custa caro. Por enquanto não há muitas razões para utilizá-la. Dessa forma, os sites do governo eletrônico não exigem seu uso e também não certificam suas transações com o cidadão/contribuinte. O que se pode notar são as certificações das páginas na internet(cadeados). Quase não há certificação para envio de dados cadastrais, ou de documentos. No sistema do imposto de renda há a opção de utilizar a Certificação Digital, porém não é obrigatório.

A Certificação Digital é reconhecida por lei como uma assinatura digital válida assim como uma assinatura à caneta em papel, garantindo que documentos eletrônicos tenham validade sem necessidade de imprimi-los e guardá-los.

Para o cidadão que pouco sabe sobre Certificação Digital e sobre o novo Cartão de Identidade Civil-RIC, fica distante a ideia de que em pouco tempo ele terá que se personificar diante da internet. Mas logo teremos este novo cartão que conterá todos os nossos dados cadastrais em uma identidade única, inviolável e segura. Que possibilitará maior segurança às nossas informações, pois o RIC também conterá nossa Certificação Digital que é a nossa identidade digital, além de outros dados como cor dos olhos, cabelos, pele, CIC, RG, CTPS, impressões digitais e etc.

Com o novo Registro de Identificação Cível a Certificação Digital será parte integrante da rotina do cidadão digital e aumentará o seu uso nos diversos serviços on-line, entre eles os serviços públicos, que terão que continuar a se adaptar às mudanças tecnológicas. Além do uso pela polícia que se beneficiará com a agilidade na identificação de criminosos e na sua captura.

Portanto, na esfera pública, com a disponibilidade da Certificação Digital contida no RIC, espera-se garantir maior segurança nas transações on-line do cidadão com o Governo Eletrônico, aumentando assim a qualidade.

REFERÊNCIAS

ABRAMSON, M; MEANS, G E. E- Government 2001 – IBM endowment for the business of government. Rowmam and Littlefield Publishers, Inc. 2001.

BAPTISTELLA, Maria Teresa. Comércio eletrônico: motivos para utilização e tendências futuras. Revista eletrônica Buscalegis. São Paulo. Disponível em: Acesso em: 30/12/08.

CAMPOS, João. Desafios governamentais e estruturais dos órgãos de identificação para implantação do RIC no Brasil.NET, Brasília, dez. 2008. Agenda política. Disponível em: .">. Acesso em 19/10/08.

_____. RIC: documento para reforçar a segurança pública. NET, Brasília, ago. 2007. Disponível em:. Acesso em: 29/10/08.

CHAHIN, Ali; CUNHA, Maria Alexandra; KNIGHT, Peter T.; PINTO, Solon Lemos. Egov.Br, a próxima revolução brasileira: eficiência, qualidade e democracia: o governo eletrônico no Brasil e no mundo. São Paulo: Prentice Hall, 2004.

DA COSTA, Marcos. Criptografia assimétrica, assinaturas digitais e a falácia da "neutralidade tecnológica". Direito em Bits. São Paulo: Fiúza Editores, 2004.

DONEDA, Danilo. O registro único de identidade civil entre a cidadania e o controle. Rio de Janeiro, RJ, 2009.

GIL, Antonio C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

ENGEL, Guido J. Estruturação e redação de dissertação e tese. Curitiba : SCD-AC, 1982.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrad. Fundamentos de metodologia científica. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1991.

MARTINI, Renato. Cidadania e identidade digital. COMPUTERWORLD | COLUNAS | 27/03/2006. São Paulo, mar. 2006. Disponível em:< http://www.iti.gov.br/twiki/bin/view/Midia/MidiaClip2006Mar27A>. Acesso em: 30/10/08.

MUÑOZ, Ignácio Valle. Seminário internacional debate Governo Eletrônico voltado ao Cidadão. Sitio do Governo Eletrônico. São Paulo, Dez. 2005. Disponível em:< https://www.governoeletronico.gov.br/noticias-e-eventos/noticias/ serpropgenoticia.2007-04-15.5278828805/?searchterm=governar>. Acesso em: 30/10/08.

PORTAL GOVERNO ELETRÔNICO. Disponível em: . Acesso em 06/11/08.

PREF. SÃO PAULO - Política E-Gov e Tic. Vs 13. 2006.

THERRIEN, Cristiano; TRONCO, Marlise. Biometria e identificação civil: aspectos técnicos e jurídicos. São Paulo, jan. 2004. Sitio Faculdade Farias Brito. Disponível em:. Acesso em 16/10/08.

WIKIPEDIA, A Enciclopédia Livre. Criação de padrões para sistemas. Brasil, nov. 2008. Disponível em:. Acesso em 06/11/08.

YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2 ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.


/ti-artigos/o-cidadao-e-o-governo-eletronico-os-impactos-da-tecnologia-da-informacao-e-comunicacao-na-cidadania-3236451.html

Perfil do Autor
  • Tecnólogo em Processamento de Dados – FATEC, diplomada pela Unesp. MBA em Gestão da Produção pela Universidade Tecnológica do Paraná - UTFPR.
  • Inglês avançado e Espanhol intermediário. Atuação como Analista de Negócios, Análise de Sistemas, Webdesigner e na áreacomercial.
  • Experiência comercial no ramo varejista por 4 anos.
  • Experiência em construção de Sites. Instrução de Treinamento, Treinamento de Equipes de Vendas. Vivência internacional.

http://ilhacompridamais.blogspot.com/ http://www.brasil.gov.br/navegue_por/servicos

Tecnologia da informação...

Tecnologia da informação e recursos humanos

Autor: Cesar Roberto Silva

1. INTRODUÇÃO

Para Abreu e Resende (2001) foi-se a época em que RH era responsável, apenas, pela folha de pagamento, admissões e demissões, bem como a TI responsável, tão somente, em informatizar os departamentos, adquirindo computadores, impressosas, instalando software e ligando-os em redes que já era suficiente para a empresa funcionar e, as áreas fazendo isso, cada uma "no seu quadrado". Sendo que até para elaboração e emissão de folha de pagamento necessitava-se de sistema, ou seja, de TI.

Os tempos mudaram, as organizações passaram a estimular e valorizar cada vez mais o autodesenvolvimento de seus colaboradores, entrando, assim na Era do Conhecimento. Surgiram as necessidades de distribuir, gerir e mensurar o conhecimento corporativo e, para isso, as ferramentas tecnológicas era imprescindíveis.

As duas áreas de apoio, compostas por atividade-meio da empresa, tão distintas que continuaram separadas por muito tempo e que normalmente se encontravam fisicamente distantes suas salas ou escritórios dentro das organizações, aliaram-se e passaram a ser consideradas as áreas mais estratégicas da organização e tornaram-se cruciais para a atividade-fim de uma empresa, a qual não sobreviveria sem um sistema eficaz e pessoas preparadas.

Este trabalho pretende explanar sobre a relação entre as áreas da TI e RH que vem dado certo em muitas empresas que visam à competitividade e a sustentabilidade de seus negócios.

2. O ANTES: CENÁRIO ANTERIOR - RH VERSUS TI

O cenário anterior de RH e TI eram bem adversos, cada área cuidava de seus subsistemas como algo independente de tudo e de todos. Era um cenário repleto de encontros em corredores e refeitório da empresa, desencontros, amor e ódio, disputa de poder dentro da empresa, momento de glórias e melancolia, como um verdadeiro filme de época.

Para Alfieri e Eira (2002), este cenário criou-se em virtude da área de RH acreditar que os recursos e ferramentas tecnológicos seriam meramente informativos, restringindo-se a sistemas de gestão de pessoas, tais como controle de contratações, dados cadastrais, folha de pagamento e gestão do ponto, ou seja, dados e informações que precisariam ser interpretados e adaptados para se tornarem um instrumento gerencial, através da aplicação de algum tipo de sistema de informação.

Desta forma, RH solicitava à área de TI somente o necessário e quando realmente precisava dos serviços da outra área de apoio para tratar de assuntos pertinentes a problema no sistema da folha de pagamento ou para resolver problemas com a impressora. Tais solicitações, que eram encaminhadas para a área de TI e, muitas vezes, não eram atendidas em sua plenitude e o tempo de resposta não correspondia à necessidade de demanda. Sendo assim, RH acabou por se distanciar das constantes mudanças tecnológicas e conseqüentemente da área de TI.

Por outro lado, sob o ponto de vista de TI, a atuação da área de RH era simplesmente operacional, com profissionais que não sabiam escolher e/ou utilizar os recursos de TI disponíveis. Além disso, as necessidades das áreas mais estratégicas, ligadas diretamente a atividade-fim da empresa, como marketing, comercial, produção ou operacional, passaram a ser cada vez maiores, resultando no desenvolvimento de sistemas de informação altamente sofisticados, como CMR (Customer Relationship Management), SCM (Supply Chain Management) e ERP (Enterprise Resource Planning), entre outros. E com isso, TI deixava as solicitações da área de RH em segundo plano, afastando-se também desta área. (Sordi, 2003)

Ainda para Alfieri e Eira (2002), mesmo com a globalização, mudanças no estudo dos tempos e movimentos, imposto por Taylor e Fayol e, a grande valorização do desenvolvimento dos colaboradores na Era do Conhecimento Corporativo, nas maiorias dos casos, TI e RH continuam separados, disputando entre si o poder e o título da área de apoio mais indispensável dentro de uma organização.

Alguns profissionais de RH ainda insistem em ignorar as facilidades da intranet, internet e um bom sistema de informação, enquanto seus companheiros de TI continuam a acreditar que sistemas de gestão do aprendizado os famosos LMS (Learning Management System), ou ainda a utilização de recursos de comunicação eletrônica, como vídeos, computação gráfica, chats, videoconferência entre outros, representam apenas um modismo sem importância para o processo de formação e capacitação de profissionais. (Alfieri e Eira, 2002)

Sendo assim, o cenário de implantação de um projeto de gestão do conhecimento ou a contratação de um profissional da área de TI passava a ser desgastante longa e repleta de expectativas frustradas e de problemas de comunicação entre as duas áreas. E quando a empresa implantava um projeto de gestão de conhecimento e as expectativas não são atingidas, RH e TI trocam acusações e "farpas" que vão da falta de empenho técnico à insanidade dos objetivos do projeto. Desta forma, quando o projeto era bem-sucedido, as áreas agiam como verdadeiras concorrentes, uma tentando roubar o brilho do sucesso da outra.

3. O DEPOIS: CENÁRIO ATUAL - RH E TI JUNTOS

"Depois da tempestade... vem à bonança", já dizia o salmo 126 da Bíblia. E foi isso que aconteceu com a necessidade das áreas de TI e RH consolidarem uma aliança e unirem-se em prol da sobrevivência, desenvolvimento mútuo e competitividade corporativa e sustentável do negócio o qual estão inseridas. E esta união fez a força em muitas organizações que almejam sobrevivência e competitividade no mercado, considerando estas duas áreas de apoio tão cruciais e vitais para a atividade-fim da empresa.

Para Alfieri e Eira (2002), o relacionamento entre RH e TI tornou-se transparente e, partir do momento em que os conceitos tecnológicos introduzidos nas organizações pela revolução da internet (web) foram definitivos e abrangentes em todas as áreas da empresa: da recepção até o chão de fábrica. Isso significa que os profissionais de RH deveriam desenvolver melhor suas competências neste patamar técnico, para que estivessem aptos e preparados para saber escolher, avaliar e utilizar os recursos tecnológicos disponíveis, podendo atuar mais estrategicamente.

Quanto aos profissionais de TI, seria necessária a consciência de que os recursos utilizados para disponibilizar conhecimento, como vídeos, áudio e até mesmos os jogos de negócios, são ferramentas essenciais para propiciar um alto nível de retenção e aproveitamento dos programas de formação e capacitação de profissionais.

Isso significa no cenário atual que a disponibilização de informações via internet/ intranet não poderá ser simplificada a somente páginas de texto e pequenas animações. Um sistema de avaliação de desempenho não poderá ser encarado apenas como um formulário HTML que permita itens de múltipla escolha.

A área de TI engaja-se com a implantação da ferramenta de difusão do conhecimento e passa a compreender as reais necessidades de RH e assim, oferecer a melhor solução tecnológica disponível, sem comprometer a operação de sistemas críticos. E a partir desta conscientização da utilização correta de metodologia de aprendizado eletrônico através do famoso E-Learning, concretiza a união entre a Tecnologia da Informação e Recursos Humanos. (Alfieri e Eira, 2002)

Os profissionais das áreas de RH e Ti passaram a ser vitais para a empresa: TI pelo fato administrar e zelar dados que tornam os negócios mais competitivos, mantendo uma estrutura em funcionamento e segurança, através da gestão de banco de dados, softwares de gestão (CRM, SCM, ERP, COSMOS, WMS), infraestrutura tecnológica, rede de telecomunicações e sistemas de gestão integrados (SGI). Respectivamente, RH por ter a missão de contratar, formar e preparar profissionais que saibam escolher, avaliar e utilizar tais controles gerenciais e manter a estrutura em funcionamento.

Os profissionais de ambas as áreas passam a ser valorizados por igual e em muitos casos equiparados pelo nível de responsabilidade dentro da organização, pelo fato da TI mudar sistemas que interferem nos ambientes de trabalho e os resultados aparecem e impressionam e o RH por fazer um trabalho de igual importância no desenvolvimento de pessoas para lidar com tais sistemas, mesmo que o desafio de preparar profissionais não seja tão palpável como desenvolver tecnologia.

4. TI E RH COMO FATORES ESSENCIAIS PARA SUSTENTAÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ORGANIZACIONAL

4.1. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Pode-se conceituar a tecnologia da informação como recursos tecnológicos e computacionais para guardar dados, geração e uso das informações. Está fundamentada nos seguintes componentes: hardware e seus dispositivos e periféricos; software e seus recursos; sistemas de telecomunicação; e gestão de dados e informação (STAIR, 1996; LAUDON; LAUDON, 1996; O'BRIEN, 2011). Todos esses componentes interagem e necessitam do componente fundamental que é o recurso humano, peopleware ou humanware. Embora conceitualmente esse componente não faça parte da tecnologia da informação propriamente dita, sem ele essa tecnologia não teria funcionalidade e utilidade.(RESENDE; ABREU, 2006).(REZENDE, 2008, p. 108-109).

A tecnologia da informação é o primeiro fator essencial ou recurso sustentador para a integração do Planejamento Estratégico de Informações e da Tecnologia da Informação ao Planejamento Estratégico de Recursos Humanos e da empresa, pelo fato de poder mensurar benefícios organizacionais; suportar objetivos organizacionais; eliminar barreiras de tempo e distância; implementar atividades organizacionais; compartilhar recursos; tornar a organização mais competitiva; dar consistência aos planos organizacionais; potencializar estratégias; capacitar pessoas; facilitar atividades; gerenciar processos; contribuir na competitividade da organização; sustentar novas tecnologias; beneficiar a organização; direcionar recursos organizacionais; auxiliar na eficiência e excelência organizacional; desenvolver aplicações e novas tecnologias na organização; direcionar negócios ou serviços; obter vantagens competitivas; realizar metas estratégicas e compromissos organizacionais; entender dos negócios ou serviços e dos clientes e consumidores ou cidadãos; gerar estratégias de sucesso com visão organizacional. (Rezende, 2008).

4.2. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E SISTEMAS DE CONHECIMENTOS

Os sistemas de informação dizem respeito ao conjunto de partes que manipulam dados e geram informações. Ou também, o conjunto de software, hardware, recursos humanos e respectivos procedimentos que antecedem e sucedem o software. Tem como maior objetivo o apoio nos processos de tomada de decisões na organização e o seu foco está direcionado ao principal negócio empresarial ou atuação pública (KENDALL; KENDALL, 1992; KROENKE, 1992; O'BRIEN, 2001). Genericamente, os sistemas de informação podem ser classificados em operacional, gerencial e estratégico (STAIR, 1996; LAUDON; LAUDON, 1996; REZENDE; ABRE, 2006).(REZENDE, 2008, p. 107-109).

Os sistemas de informação e os sistemas de conhecimentos são o segundo fator essencial ou recurso sustentador para a integração do Planejamento Estratégico de Informações e da Tecnologia da Informação ao Planejamento Estratégico de Recursos Humanos e da empresa, pois pode facilitar inovação e mudança organizacional; contribuir na realização dos objetivos organizacionais; possuir informações para os postos de trabalho de decisão; possibilitar aplicações de visão sistêmica; elevar a intensidade informacional sobre a cadeia de valores da organização e sobre produtos e/ou serviços; permitir acuracidade de tempo da informação; processar, armazenar e disponibilizar informações estratégicas. (Rezende, 2008).

4.2.1. Sistema de Informações de Recursos Humanos - SIRH

Pode-se definir um Sistema de Informações de Recursos Humanos – SIRH – como a criação, processamento, produção, distribuição e atualização de Relatórios Gerenciais cujas informações são apresentadas de forma estruturada e correlacionada com os objetivos e as aplicações práticas exigidos pela administração dos Recursos Humanos da empresa.(LUCENA, 1995, p. 254).

4.3. RECURSOS HUMANOS

Administrar uma organização é, sobretudo, lidar com pessoas e com a abordagem humanística das teorias das relações humanas e comportamentais. A gestão de pessoas tem sido a responsável pela excelência das organizações bem-sucedidas e pelo aporte de capital intelectual que simboliza a importância do fator humano. O diferencial oferecido pelas organizações é dependente dos recursos humanos que nelas trabalham, de sua capacitação, de sua satisfação e de sua habilidade de gestão. Dessa forma, o capital intelectual, o conhecimento humano e a competência das pessoas constituem valiosos recursos estratégicos organizacionais (BARLOW; MAUL, 2000; FIORELLI, 2000; CARRUTHERS, 2000). (REZENDE, 2008, p.109-110).

Os recursos humanos são o terceiro fator essencial ou recurso sustentador para a integração do Planejamento Estratégico de Informações e da Tecnologia da Informação ao Planejamento Estratégico de Recursos Humanos e da empresa, porque pode estabelecer a relação e a comunicação entre as equipes da tecnologia da informação, equipes usuárias da tecnologia da informação, gestores e alta administração; viabilizar a gestão do processo de mudança organizacional de forma contínua, consistente e íntegra; formar cultura favorável na organização; gerar competências e capacitação do corpo técnico e organizacional; definir perfil profissional; definir e facilitar os papéis e as responsabilidades individuais e em equipe; melhorar e/ou manter a produtividade e a eficiência; defender o uso estratégico da tecnologia da informação; criar ambiente de trabalho com clima proativo; participar do planejamento como atividade compartilhada; educar, treinar e desenvolver constantemente os profissionais; liderar atividades na organização; reconhecer os valores comportamentais e organizacionais; criar compensações pelo treinamento e desenvolvimento de carreira; prover clima favorável a um ambiente de trabalho motivador; valorizar e conhecer a equação humana; estabelecer a dimensão social do alinhamento, com confiança, conhecimento compartilhado, respeito pela opinião dos outros; provocar a vontade, o envolvimento e o comprometimento das pessoas; permitir que os gestores e suas equipes sejam mais participativos e mais agressivos nas suas ações e planejamentos. (Rezende, 2008).

4.4. INFRAESTRUTURA ORGANIZACIONAL

Para Rezende (2008), cada infraestrutura organizacional possui necessidades de informações diferentes, necessitando de um Planejamento Estratégico adequado a esse contexto organizacional, que envolve diferentes medidas de motivação e de desempenho dos componentes da organização.

Ainda para Rezende (2008), a infraestrutura organizacional compreende o setor de atuação, o tamanho da organização, a estrutura operacional e produtiva, a agilidade de comunicação, a execução das funções organizacionais, a formalização de papéis e responsabilidades e a competência para realização de ações competitivas, inovadoras e empreendedoras. São consideradas a cultura, a filosofia, as políticas adotadas e o poder.

A infraestrutura organizacional é considerada o quarto e último fator essencial ou recurso sustentador para a integração do Planejamento Estratégico de Informações e da Tecnologia da Informação ao Planejamento Estratégico de Recursos Humanos e da empresa, pois juntamente com os outros três fatores essenciais citados anteriormente, constitui a fundamentação do negócio da organização e pode propiciar a visão de oportunidades organizacionais com vantagens competitivas; prover ação coordenada na construção de uma base de conhecimento; definir estratégicas e objetivos organizacionais; controlar e estabelecer análise multifuncional dos processos com procedimentos formalizados; estruturar e gerir efetivamente a organização; descrever limitações dos recursos organizacionais; aplicar a visão essencial na análise de problemas e na busca de soluções inovadoras; solucionar problemas; definir conceitos organizacionais; planejar a organização consistentemente; conhecer vantagens e oportunidades de mercado; definir modelos decisórios modernos e efetivos; atuar como corporação e parceira; facilitar os planos de ação; favorecer as políticas internas; melhorar a imagem da empresa; baixar custos e diferenciar produtos e serviços no mercado; manter a posição no mercado; melhorar as redes de distribuição; monitorar operações; melhorar processos decisórios; mudar constantemente; satisfazer demandas dos consumidores; inovar; integrar negócios e serviços a TI da empresa; liderar segmento; pressionar competidores; crescer no mercado através de marketing compartilhado; solidificar finanças; envolver todos os colaboradores na organização; focar valores de negócio para planejar a organização e a tecnologia da informação; apoiar o planejamento pela alta administração; priorizar a carga de trabalho; desenvolver em conjunto; adequar custos, benefícios, viabilidades e riscos; dinamizar a infraestrutura organizacional de acordo com as necessidades da empresa; compartilhar recursos da empresa; definir parcerias; adaptar a organização à mudança contínua; flexibilizar a estrutura organizacional departamental; planejar de acordo com a missão e os objetivos da empresa; potencializar recursos humanos e tecnológicos a serviço da organização e tomar decisões compartilhadas, sincronizadas e inovadoras de forma competitiva. (Rezende, 2008)

Com o alinhamento destes quatro fatores essenciais ou recursos sustentadores, qualquer organização, independente de seu porte, pode atingir seus objetivos e metas traçados no planejamento estratégico de forma mais efetiva. Esse alinhamento é denominado como alinhamento estratégico (AE) e contempla a sinergia das funções organizacionais de forma interdependente e interdisciplinar; adequação das tecnologias disponíveis; a própria gestão do planejamento estratégico e a Inteligência competitiva e organizacional fortalecido por um capital intelectual formado e preparado para lidar com tais variáveis.

  1. 5. A RELAÇÃO DE TI E RH NA TOMADA DE DECISÃO, PRODUTIVIDADE, ALTERNATIVAS DECISÓRIAS, INOVAÇÃO E CONTROLE GERENCIAL

A área de RH vem sendo considerada a responsável pela gestão estratégica de pessoas no ambiente organizacional. Com o redesenho organizacional que conduz a uma série de mudanças na vida profissional das pessoas, é imperioso que a área de RH também utilize a TI para alavancar seu processo de mudança, integrando seus subsistemas, com o intuito de reforçar a condução estratégica da organização. E com isso a "união faz a força"!

A implantação de TI em RH ou RH em TI cria situações interessantes dentro de uma organização:

  • Uma Tecnologia da Informação com gestão de pessoas, pois nem todos os departamentos de uma empresa não vivem só de pensamento e raciocínio lógico. Para que ela funcione a contento, respondendo à altura dos projetos solicitados, é preciso cuidar da gestão das pessoas ali envolvidas.
  • Uma Tecnologia da Informação humanista, pois se acredita ainda que os profissionais de TI não estejam preparados para gerenciar ou lidar com pessoas. A área forma, por essência, profissionais valorizados pelas suas competências técnicas.
  • Os Recursos Humanos racional, com a implantação da TI em subsistemas de RH, faz com que a área reflita de forma racional sobre a forma de como os processos de gestão de pessoas são realizados, visto que os sistemas de informação podem contribuir para a reformulação e reestruturação dos processos geridos pela área, adotando assim, a responsabilidade de aperfeiçoar a eficiência e a eficácia de suas atividades e, conseqüentemente, de toda a organização.
  • Os Recursos Humanos tecnológico, pois a TI passa a servir de apoio nos processos de recrutamento, desenvolvimento e manutenção de RH, assim como no planejamento e gerenciamento das relações trabalhistas, no empowerment dos funcionários, pela disponibilização da informação no tempo certo, com qualidade, credibilidade e confiabilidade das informações e custo adequado, e no desenvolvimento de equipes pelo autogerenciamento.

O RH precisa de um sistema de informações alicerçado pela TI, para que os demais setores da organização assumam a atribuição de gerir pessoas, responsabilidade que era exclusivamente imposta ao RH e, que auxilie na tomada de decisões, na produtividade, na inovação, nas alternativas decisórias e no controle gerencial. O sistema de informação de RH possibilita ao gestor das áreas analisar e monitorar as tendências e suas respectivas implicações para estratégia empresarial, evitando-se tomada de decisão baseada nas impressões ou apenas na experiência empírica e não sistematizada.

5.1. CONSEQUENCIA DA RELAÇÃO DE TI E RH NA TOMADA DE DECISÃO

Em relação à tomada de decisão, a TI auxilia a área de RH a: descrever as características dos problemas que ocorrem; identificar problemas que necessitam de maior atenção, através de sistema FNC (Fatores de Não Conformidade); mapear os limites dos problemas; ordenar os problemas identificados na gestão de RH; implementar a decisão tomada; rever a decisão implementada; escolher a melhor alternativa para a solução do problema; gerar diferentes alternativas para o mesmo problema; estabelecer critérios de avaliação das alternativas de decisão; adaptar novas informações a uma decisão; avaliar o desempenho da área de RH e demais áreas.

5.2. CONSEQUENCIA DA RELAÇÃO DE TI E RH NA PRODUTIVIDADE

Em relação à produtividade, a TI auxilia a área de RH a: economizar tempo; aumentar a produtividade; satisfazer as necessidades do cliente interno.

5.3. CONSEQUENCIA DA RELAÇÃO DE TI E RH NAS ALTERNATIVAS DECISÓRIAS

Em relação às alternativas decisórias, a TI auxilia a área de RH a: medir as alternativas de decisão; analisar as alternativas de decisão; traçar alternativas para a tomada de decisão; melhorar o serviço prestado pelo RH ao cliente interno.

5.4. CONSEQUENCIA DA RELAÇÃO DE TI E RH NA INOVAÇÃO

Em relação à inovação, a TI auxilia a área de RH a: criar novas idéias; ter novas idéias sobre gestão de RH; selecionar a alternativa mais adequada; pesquisar idéias inovadoras.

5.5. CONSEQUENCIA DA RELAÇÃO DE TI E RH NO CONTROLE GERENCIAL

Em relação ao controle gerencial, a TI auxilia a área de RH a: controlar o processo de trabalho da área de RH e demais áreas; acompanhar e avaliar uma decisão implementada; permitir realizar mais trabalho do que seria possível sem a TI; melhorar os controles gerenciais da área de RH e demais áreas da empresa.

  1. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Desta forma, conclui-se que as áreas de RH e TI nasceram uma para a outra e ambas se completam e complementam as demais áreas de atividade-meio e atividade-fim da organização. Não há empresa eficiente sem um sistema de informação eficaz e sem pessoas formadas e preparadas para isso.

As estratégias empresariais alinhada com a TI e RH levam a organização a uma vantagem mais competitiva, que interligam a cadeia de valores (sócios, clientes, colaboradores, fornecedores, instituições, mercado e sociedade). Sem sistema de informação e sem pessoas, isso seria impossível acontecer. As áreas de TI e RH como atividades de apoio tão indispensáveis na organização, transformam processos de trabalho, definem políticas de conduta e direcionam a empresa. E os impactos dessa aliança sustentam as estratégias da organização.

Faz-se necessário reconhecer que as práticas de gestão de RH baseadas nos negócios da empresa, na medida em que a mesma cresce e se modifica, para que seja eficiente, tem que crescer junto com a organização. Com isso todos os aplicativos e componentes de gestão de RH, os sistemas e as práticas apoiadas por uma área de TI efetiva, devem ser eficientemente organizados e interligados para que forneçam suporte uns aos outros (áreas de atividade-meio e áreas de atividade-fim).

Por isso, é imprescindível que a organização desenvolva práticas, modelos, sistemas e planejamento estratégico de TI para aplicação em RH e vice-versa, visando competitividade e sustentabilidade do negócio no mercado.

  1. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALFIERI, Marcello e EIRA, Marcelo Augusto. Informação: RH e TI – uma relação de amor e ódio. RH Em Síntese, Nº 44 – ano VIII – Jan/ Fev 2002 – p.12 e 13.

LUCENA, Maria Diva da Salete. Planejamento de Recursos Humanos. São Paulo: Atlas, 1999.

REZENDE, Denis Alcides. Tecnologia da Informação e Planejamento Estratégico. Rio de Janeiro: Brasport, 2008.

SORDI, José Osvaldo de. Tecnologia da Informação Aplicada aos Negócios. São Paulo: Atlas, 2003.

Sites:

http://www.canalrh.com.br/revista/revista, acesso em 17/12/2011, às 16h27min.

http://www.hsm.com.br/artigos/ate-o-rh-esta-abracando-ti, acesso em 17/12/2011, às 17h00min.

/ti-artigos/tecnologia-da-informacao-e-recursos-humanos-5498554.html

Perfil do Autor

Graduado de Gestão de T.I, pela Universidade do Sul de Santa Catarina na grande Florianópois e Pós Graduado em Gestão de Empresa e Gestão de Pessoas, pela Universidade Avantis em Balneário Camboriú.

Tecnologia da informação e recursos humanos © 2012 http://ilhacompridamais.blogspot.com/

#Facebook é a nova arma das empresas para localizar clientes inadimplentes

Aproveite seu 13° para quitar dividas.

Vejam que interessante. 
Reflita sobre isso na sua empresa,

Não adianta desligar o telefone, ignorar emails e mensagens ou mudar de endereço para fugir das cobranças. As empresas têm buscado um novo – e eficiente – aliado na localização de inadimplentes: o Facebook. Um estudo feito para o MBA executivo IGEOC-ACREFI em Crédito e Cobrança mostrou que dos 852 clientes pesquisados, 613 têm perfil na rede social. 
O grupo de pesquisa escolheu devedores de todo o Brasil, com mais de 720 dias de atraso em financiamentos de veículos, cartão de crédito, empréstimo consignado e consórcio. Todos tinham o status de “deslocalizados” (termo usado pelo setor de cobrança) e eram consideradas perdidos pelas empresas.


A região Centro-Oeste foi a campeã de localizações. Lá, 83% dos clientes “deslocalizados” foram encontrados através do Facebook. Em seguida vem as regiões Sul (com 80%), Sudeste (77%), Norte (60%) e Nordeste (57%). 


“É necessário estar presente onde o cliente está. Somente desta forma é possível suprir as demandas atuais de forma eficaz e eficiente. Para as empresas se adequarem a essa nova realidade, atendendo as necessidades de seus clientes e superando as suas expectativas para criar um vínculo de fidelização com o consumidor, ela deve ser multicanal na sua comunicação”, afirma Tatiana Pomar, autora da! pesquisa. 


Apesar do sucesso para localizar inadimplentes, abordá-los nas redes sociais ainda é um ponto de discussão entre as empresas. Elas têm receio de descumprir o Código de Defesa do Consumidor ao expor os devedores em mensagens compartilhadas. A solução tem sido enviar notificações pessoais e apenas solicitar que o cliente entre em contato com a empresa de cobrança.

23° Expovale no Vale do Ribeira

Entre os dias 01 a 04 de Dezembro de 2011, recinto de Exposições- BR 116- Km 449- Registro vai acontecer o maior Evento de Negócios e Lazer do Vale do Ribeira. Popular Tradicional Feira Exposição Comercial Agrícola e Pecuária, Ciclo de Palestras, Apresentações Culturais, Artesanatos, Produtos Regionais Shows, Praças de Alimentação e Playlândia.
http://ilhacompridamais.blogspot.com/

II Feira do Jovem empreendedor de Ilha Comprida

II Feira do Jovem empreendedor de Ilha Comprida. Turma de Administração da Uniararas -pólo Ilha Comprida/SP participa da feira de empreendedorismo, que será realizada, neste 12/11/2011, na escola Meu Recanto, além de apresentação de trabalho a Uniararas dará palestra: Gestão empreendedora – Fundação Hermínio Ometto- Uniararas veja matéria-programação.
“Fórum da Juventude integrará a programação e será realizado no sábado 12/11, na Escola Monte Carlo 8/11/2011 - Temperos naturais, Doce Pecado, Locadora de produtos, Eco Papelaria, Sabores e Cores e outras empresas idealizadas por estudantes de todas as séries do município serão as atrações da II Feira do Jovem Empreendedor que será aberta na sexta-feira 11/11, às 10 horas, na Escola Monte Carlo. A Feira é o ponto alto do ensino do empreendedorismo ministrado durante o ano nas escolas municipais e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A administração acredita que o ensino do empreendedorismo em sala de aula contribui para a formação de uma geração de crianças e jovens com iniciativa, criatividade e vontade de empreender. O projeto é realizado graças à parceria entre a Prefeitura da Ilha e o Sebrae (SP). Aberta na sexta 11/11, a Feira contará com palestra Qualidade no Atendimento (Sebrae/SP) e Curso de Artesanato em fibras vegetais, ministrado pelo Faesp/Senar. No sábado 12/11, das 8 às 12 horas, haverá o Fórum da Juventude e palestra Gestão Empreendedora, com a Uniararas e Curso de artesanato em fibras vegetais (Faesp/Senar). Mais informações com o Departamento de Educação (13) 3842 7022. A II Feira é uma realização da Prefeitura da Ilha Comprida, SEBRAE/SP, com apoio do SENAR e FAESP. Programação : 11/11- Sexta-feira 10 H - Abertura - Exposição empreendedora Palestra: Qualidade no atendimento – Sebrae (SP) Curso de artesanato em fibras vegetais – FAESP/SENAR Encerramento- 17 H 12/11- Sábado 8 às 12 H - Fórum da Juventude 9H- Abertura Palestra : Gestão empreendedora – Fundação Hermínio Ometto- Uniararas Curso de artesanato em fibras vegetais- FAESP/SENAR 17 H- Encerramento Fonte: http://ilhacomprida.sp.gov.br/home/social.html#sebrae

Trabalho em equipe...

A Importância Do Trabalho Em Equipe

Autor: MARCIO A. SILVA

A Importância Do Trabalho Em Equipe

O psicólogo Abraham Maslow constatou que os indivíduos têm diversas necessidades, com diferentes forças. Sabemos que necessitamos de alimento, de abrigo, pagar nossas contas, de segurança no emprego, etc., mas também de nos relacionar com os outros e de sermos aceitos por eles. Sem isso nosso trabalho se torna enfadonho e sem graça.

Trabalhar em equipe é mais divertido do que trabalhar individualmente, o que pode contribuir para melhorar nosso desempenho.

Há... coisas na terra que são pequenas, mas extremamente sábias: as formigas, criaturas sem força, todavia no verão preparam a sua comida... os gafanhotos não tem rei, porém todos saem, e em bandos se repartem (Provérbios 30:24-27).

Quando falamos em trabalho em equipe, logo nos lembramos das formigas e dos gafanhotos, seres tão pequenos, mas que dão um grande exemplo de união, força e auto-gerenciamento.

As primeiras têm um líder, vivem numa sociedade eficazmente organizada e não precisam receber ordens para executar seu trabalho. Você já viu de perto um formigueiro? Já notou como elas andam em fileiras e sincronia perfeitas e preparam seu alimento no verão para os dias de chuva, quando não podem trabalhar? Já os gafanhotos não têm um líder, porém sabem o que devem fazer exatamente.

Mas o que é trabalho em equipe?

Suponha que você e mais duas pessoas estão trabalhando em uma plantação de feijão, onde cada um ganha o salário correspondente ao seu dia de trabalho. O trabalho funciona da seguinte maneira: em fila, você cava o buraco, o segundo joga a semente e o terceiro integrante tapa o buraco. Cada integrante deste grupo se preocupa apenas em realizar a sua tarefa, nada entendendo da importância do trabalho dos outros, "é cada um por si".

Um certo dia o segundo membro da equipe faltou ao trabalho por motivo de saúde, porém a atividade continuou, pois cada um recebia o salário correspondente ao seu dia de trabalho e eles sabiam muito bem qual era sua responsabilidade, sem a necessidade de um líder para orientá-los. Você cavava o buraco, o segundo não jogou a semente (pois havia faltado), mas o terceiro tapava o buraco e assim prossegue o dia inteiro...

Muitas pessoas, que atuam em diversas organizações, estão trabalhando em grupo e não em equipe, como se estivessem em uma linha de produção, onde o trabalho é individual e cada um se preocupa em realizar apenas sua tarefa e pronto. No trabalho em equipe, cada membro sabe o que os outros estão fazendo e sua importância para o sucesso da tarefa. Eles têm objetivos comuns e desenvolvem metas coletivas que tendem a ir além daquilo que foi determinado. Se no exemplo anterior você e os demais integrantes do grupo trabalhassem como equipe, conhecendo a importância do trabalho de cada membro, tendo uma visão e objetivos comuns, certamente vocês diriam: "nosso colega faltou, vamos ter que substituí-lo ou mudar o modo como estamos plantando, se não nosso trabalho será improdutivo".

Toda equipe é um grupo, porém... nem todo grupo é uma equipe. (Carlos Basso, sócio-diretor da Consultoria CR Basso)

Grupo é um conjunto de pessoas com objetivos comuns, em geral se reúnem por afinidades. No entanto esse grupo não é uma equipe. Pois, equipe é um conjunto de pessoas com objetivos comuns atuando no cumprimento de metas específicas.

Grupo são todas as pessoas que vão ao cinema para assistir ao mesmo filme. Elas não se conhecem, não interagem entre si, mas o objetivo é o mesmo: assistir ao filme. Já equipe pode ser o elenco do filme: Todos trabalham juntos para atingir uma meta específica, que é fazer um bom trabalho, um bom filme.

(Suzy Fleury, psicóloga e consultora empresarial e esportiva)

Ter uma equipe altamente eficaz é mais do que ter um grupo de pessoas, visto que o trabalho em equipe precisa ser planejado, elaborado.

Visite nosso site: www.corporativabrasil.com.br

Palestra in Company sobre Trabalho em Equipe: Nossa Equipe Um Time de Campeões - Prof. Márcio Silva

/gestao-artigos/a-importancia-do-trabalho-em-equipe-534401.html

Perfil do Autor

Márcio Silva é escritor, consultor e palestrante nas áreas de gestão de clientes, vendas, motivação, planejamento estratégico e liderança. Autor do livro "Clientes por Todos os Lados" pela Editora Diário (SP). tendo como principais clientes: Volvo, Unimed, Shopping Center Uberaba, Vila Rica Imóveis, Kia Motors, Band FM, Centro Auditivo Surtel, e entre outros.

A visão do futuro

A visão do futuro

Uma visão sem ação não passa de um sonho. Ação sem visão é só um passatempo.
Mas uma visão com ação pode mudar o mundo.

As frases acima fecham com chave de ouro o excelente vídeo A Visão do Futuro, produzido por Joel Barker, o qual costumo apresentar ao final de algumas palestras devido ao seu incontestável poder reflexivo. Não há como ir para casa sem se perguntar: O que estou fazendo comigo, com minha família, com minha carreira, para ser feliz?

O texto de hoje tem este objetivo. Quero despertar em você a auto-reflexão sobre como tem tratado sua vida profissional, sobre como você se imagina em um, cinco, dez ou vinte e cinco anos.

Desejo que você desligue este piloto automático de sua vida, através do qual você não conduz, mas é conduzido por uma rotina sem sequer saber para qual direção, e passe a vislumbrar diante de si apenas duas palavras: sonhos e futuro.

Futuro e Liderança

O futuro não é o lugar para onde estamos indo. É o lugar que estamos construindo e que dependerá daquilo que fizermos no presente. Por isso, a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.

Aqueles que constroem o próprio futuro, constroem o futuro dos outros. A capacidade de empreender o próprio futuro está se tornando uma questão de sobrevivência. Administrar bem um negócio é administrar seu futuro; e administrar seu futuro é administrar informações. O futuro não é mais sobre tecnologia. É sobre informação processada como conhecimento. Se a história testemunhou a triste divisão entre nações ricas e pobres, o futuro pode nos reservar a separação entre as que sabem e as que não sabem.

Nenhuma empresa sobreviverá se depender de gênios para administrá-la. Ela precisa ser capaz de ser conduzida por seres humanos medianos. Lidar com gente já é difícil. Levar gente a enxergar o futuro é ainda mais difícil. Jack Welch colocou com propriedade que os gerentes fracos acabam com as empresas, acabam com os empregos. A melhor pessoa do mundo no negócio ou no cargo errado ainda tem alguma chance. O melhor negócio ou cargo do mundo com a pessoa errada não tem chance nenhuma.

Profissionais com perfil empreendedor são diferentes, pois onde todos vêem problemas, estes enxergam oportunidades. Viajam num carro chamado imaginação, tendo a criatividade como co-piloto, a meta como motor e a persistência como combustível. Sabem que só o melhor é suficiente e controlam direta ou indiretamente o destino de muitas pessoas. Fazê-las vibrar com a mesma intensidade com o intangível futuro criado em nossas mentes é missão suprema alcançável através da liderança. E o verdadeiro líder é aquele que consegue capilarizar esse sentimento nos grupos por onde passa.

Sonhos e Metas

O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. E, parafraseando Victor Hugo, não há nada como um sonho para criar o futuro. Tudo isso pode parecer piegas, mas você deve continuamente monitorar seus passos em relação aos seus sonhos e nunca se afastar deles. Se preferir ser mais técnico, menos filosófico, substitua a palavra sonhos por metas. Mas siga sempre confiante em direção ao cumprimento de seus planos, reto como uma flecha, pois o que torna um sonho irrealizável é a inércia de quem o sonha. O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo.

A maioria das pessoas toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Elas vêem as coisas e dizem o porquê delas. Já os vencedores dizem: Por que não? Poucos aceitam o fardo da própria vitória; a maioria desiste dos sonhos quando eles se tornam possíveis. O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas têm tempo para tudo. As que nada fazem estão sempre cansadas. Nunca temos tempo para fazer direito, mas sempre temos tempo para fazer de novo...

Eu tive um sonho de que meus quatro filhos um dia irão viver em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter. Quando Martin Luther King Jr. proferiu estas palavras em seu famoso discurso, encontrou evidentemente grande resistência no seio de uma sociedade conservadora e racista que ainda hoje prima por ser preconceituosa. Seu pensamento subversivo, entretanto, encontrou aliados. King não pôde viver para presenciar o efeito de seus atos, porém o tempo encarregou-se de concretizar seu sonho. Se não o de igualdade, ao menos o de oportunidade.

Sempre que ensinar, ensine também a duvidar do que ensina.

Não precisamos saber nem como nem onde, mas existe uma pergunta que todos nós devemos fazer sempre que começamos qualquer coisa: Para que tenho que fazer isso? Voltando ao início deste texto, você conduz ou é conduzido? Você escolheu ou foi escolhido por sua profissão, por sua empresa?

Entre o certo e o errado há sempre espaço para erros maiores. A vida nem sempre é baseada nas respostas que recebemos e nas perguntas que fazemos. Eu, particularmente, ao repassar minha vida, sinto que sempre estive numa corrida de obstáculos, sendo eu o maior de todos. A grande chave para a satisfação é algo que quase sempre nos escapa. Não é conseguir o que queremos, mas sim querer aquilo que conseguimos. Toda glória é fruto da ousadia. A ousadia de tentar ser sempre melhor. Não é tarefa fácil, pois há sempre uma casca de banana à espreita de uma tragédia. E sombras são sempre negras, mesmo sendo de um cisne. Mas espero ver você refletindo repetidamente sobre o que conversamos aqui hoje – sonhos, futuro, objetivos – corrigindo sempre sua rota e banhando-se nas águas permanentes da mudança.

Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo.

Fonte
COELHO, Tom. A visão do futuro. Disponível em: .

Mais de mais!